[...] E quando a saudade apertar, as lembranças vão invadir, todo o espaço que deixei reservado pra você. Não é egoismo se finjo não me importar... é que eu estou tentando ser forte, estou me fingindo de cega para não ter que te enxergar e lembrar de tudo, tudo que agente viveu, e agora se tornou uma coisa tão falsa, que eu nem sei se você realmente gostou de mim como dizia. As vezes eu me odeio tanto, só por me preocupar com você, só por saber que de você eu ainda não esqueci, e me irrita muito mas quando você diz que eu não me importo e começa a citar todos os meus erros e falhas, eu me pergunto, quem é você pra me julgar? Sabe, a momentos na vida que coisas boas chegam, permanecem e partem. Eu já estou tão acostumada com isso, que eu adivinho até meu futuro... coisas que eu dizia pra você, estou vendo acontecer, coisas que você me julgava por falar, ficava irritado e me dizia que nunca ia me magoar. Olha ai como estamos agora, eu te magoei, você me magoou e acho que estamos com um empate, não acha? Sinto lhe dizer, estou tentando não me importar com você, por favor, não torne mas nada difícil. Só espero que se um dia eu não chegar a abrir mas meus olhos, não esquece que eu te amei, da minha maneira, mas amei, amei de verdade. Quem sabe agente ainda se encontre por ai, num desses encontros inesperados, onde cada um possa dizer que errou e possa simplesmente querer amar um ao outro novamente.


_Marília

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Alma Perdida (modificado)

Não sou a mesma, tenho insonia, calafrios, não sorrio muito, meus passos são largos e apressados, sinto dores de cabeça, tenho medo, duvidas... revolta e nada mas. Não sei a onde vou parar, estou seguindo a multidão, deixo que as minhas lagrimas rolem sem pausa, ouço a musica, do um suspiro e culpo o mundo pelos meus meros defeitos. Não sei explicar o tipo de mudança que sofri, mas já não sei mas quem sou, desconheço-me, tento me enganar todos os dias, dias esses que as vezes me desespero sem razão alguma que meus nervos entram em colapso, falo e faço coisas sem sentido, por conta meu jeito tão inútil. Minha grosseria me torna orgulhosa, não tenho vaidade, mas tenho raiva e uma vontade de empatar todas as jogadas que não acho justa. Recomeço. Eu vivo num mundo que eu nem conheço, invento estorias pra me reinventar, conto as horas pro dia acabar, suspiro novamente, e tudo volta a se repetir. Não sei a onde vou chegar, um sorriso a mais e não um a menos só quero estar bem comigo e quem quiser ficar ao meu lado, não sou uma criança sei muito bem o que é certo e errado, mas também não sou de ferro e sem coração, por incrível que pareça tenho sentimentos, sonhos e vontades. E que tudo recomece novamente.